Saturday, March 26, 2011

Uma incrível jornada pala Nova Zelândia.


Quando deixamos o Brasil em novembro de 2010, não tínhamos a intenção de ir a Nova Zelândia. No entanto, algumas circunstâncias levaram Infinity a navegar para Auckland e ficar ancorado nesta cidade de Dezembro até meados de Abril. Apesar de não planejada, foi uma experiência inesquecível. Descrever tudo isso levaria muito tempo. Assim, queremos apenas destacar as nossas impressões mais marcantes.


A surpresa mais agradável na Nova Zelândia foi, de longe, os neozelandeses! Surpreendente receptivos e amigáveis. Eles se denominam KIWIs, mesmo que o pássaro símbolo da nação, espécie que é hoje ameaçada de extinção, mas amplamente protegida pelo Departamento de Conservação (DOC) e à população.


A hospitalidade espontânea foi notável durante a nossa incursão pelo Norte Ilha. É marcante como os turistas são respeitados e congratulados pelo País. Em várias oportunidades, os kiwis notaram que estávamos procurando informações, ou uma carona, etc, no que muito se aproximaram, de forma espontânea para oferecer ajuda. Um casal que Maori decidiu dar carona ao nosso grupo, que pedia carona em uma rodovia, por 70 km além do seu real destino, que era a sua casa, alguns quarteirões de distância do lugar onde nos encontraram. Já em New Plymouth, uma local nos viu com um mapa em mãos andando na frente de sua casa. Ofereceu para ajudar com o mapa e, após lhe mostrarmos o endereço, decidiu tomar seu carro e nos levar até lá, “já que não havia transporte público aos domingos” (!). Uma outra senhora nos deu carona entre as vilas de Piopio e Mokau, onde mora. Sua casa fica no topo de uma colina, com uma incrível vista para o Mar da Tasmânia. No caminho, depois de alguma conversa sobre o nosso projeto de desaceleração de consumo e outras amenidades, ela nos convidou para um lanche em sua casa, que aceitamos, e lá passamos quase duas horas. Ela também se ofereceu para nos hospedar naquela noite, se quiséssemos, mas tínhamos compromisso marcado no nosso destino. Absolutamente maravilhosa a hospitalidade sincera dos Neozelandeses!.


Uma menção especial às famílias que, de fato, nos hospedaram em suas casas, literalmente, em alguns finais de semana ou durante até semanas como no caso de algumas fazendas onde trabalhamos como WWOOFers Enfim, tivemos experiências maravilhosas e autenticas com os KIWIs.


Outro aspecto muito marcante neozelandeses é sua identificação com sustentabilidade. Tivemos a oportunidade de compartilhar nossas metas dfE com KIWIs que, em geral, prontamente se identificam com os nossos ideais de vida simples e monos consumo.


É verdade que a Nova Zelândia ainda tem um longo caminho para ser uma sociedade sustentável. Muitas pessoas dirigem e ostentam seus carrões pelas ruas de Auckland, que é essencialmente uma grande e moderna cidade, com todos os desperdícios e exageros próprio das culturas ocidentais consumistas. O transporte público no País e muito ineficiente, o que força a população em geral a possuir carros e rodar muito. Outra ameaça a cultura verde da Nova Zelândia são as políticas do gabinete do atual Primeiro-ministro que parece estar estranhamente inclinado em proteger o capital especulativo, notoriamente não comprometido com a cultura KIWI, de fortes fundamentos verdes.


No entanto, a Nação Nova Zelândia é consideravelmente mais avançada dos que a grande maioria dos Países desenvolvidos no que diz respeito a sustentabilidade. Devemos citar que o País não tem usinas nucleares - graças a forte refratariedade da população a esta tecnologia; luta incessantemente contra novas iniciativas de prospecção de petróleo na sua costa - que é maravilhosa!; apoia o DOC em suas determinações para manter e proteger os numerosos Parques Nacionais, zonas pesqueiras, costas, rios, lagos e outras reservas nacionais.


Não podemos deixar de exaltar a incrível natureza da Nova Zelândia. O país tem enormes e belas áreas preservadas, de sde recifes de coral até montanhas cobertas por glaciares! Acredite, na região de Taranaki, por exemplo, é possível praticar snowboard pela manha, no monte Taranaki e surfar à tarde na praia de Back Beach. Os dois ligares ficam apenas uma hora um do outro.


Para ilustrar um pouco de tudo isso, selecionamos uma série de fotografias, (de alguns milhares) e fizemos alguns comentários nas fotos para dar um “gostinho” do que foi esta não planejada jornada de três meses pela Nova Zelandia.


Esperamos desta forma compartilhar a nossa alegria viajando por aqui e mostrar como é possível faze-lo com muito pouco dinheiro (quase nada mesmo) e ainda, emitir muito pouco CO2 na atmosfera.


Esperamos que gostem, um grande abraço!


Time dfE.

Tuesday, February 15, 2011

Movimento Slow Beer



White Cliff é a cervejaria organica neo zelandeza onde se produz a cerveja Mike`s. Na formulacao da cerveja orgânica sao utilizados ingredientes orgânicos certificados, água de chuva, amor e bastante tempo. Nenhum conservante, catalisador (acelerador químico) ou acúcar de cana entra no processo. Ou seja, os químicos que sao imprecindiveis nas mega cervejarias, nâo tem chance aqui. Isso nos livra totalmente da ressaca no dia seguinte, Eeeeehhhhhhhhhh.



Vamos trabalhar por aqui por duas semanas em atividades diversas como envase de cerveja em garrafas, rotulagem, empacotamento, provas (UHHHHH, muito bom), pintura e reparos. Sao quatro horas de trabalho por dia em troca de teto, almoco e muitas jarras de cerveja Pilsener, Ale, Lager, Strawberry e a magnifica India Pale Ale.


Um negócio da China, digo, da Nova Zelandia!


Um brinde especial aos nossos amigos, amantes de cerveja de excelente qualidade e fundadores do movimento chamado “slow beer”.


Saboreiem as fotos abaixo.


Saúde!

Cheers!









Sunday, February 6, 2011

Viajando com muito pouco $$ e consumo de carbono





Temos viajado pela Nova Zelândia de maneiras muito alternativas. Temos evitado até mesmo albergues, que em geral são as acomodações mais baratas por aqui, mas comparando com os albergues no Brasil, eles são muito melhor estruturados (com camas confortáveis, lençóis e toalhas limpas, cozinhas equipadas, carpete fofinho, chuveiro quente, sistema de aquecimento, etc.) o que justifica diárias em torno de NZ$25,00 por pessoa.


Porém , descobrimos maneiras incríveis e baratas de viajar: campings, huts (alojamentos de montanha), WWOOF e CouchSurfing (CS).


O Departamento de Conservação (DOC) da Nova Zelândia responde pelos parques e florestas do pais. Na cidade encontramos o i-site (centro de informações) onde encontramos toda a informação necessária sobre os atrativos do local e condições metereológicas - vale dizer que estamos longe o suficiente do ciclone Yassi que esteve visitando os australianos. Explorar os parques nacionais da Nova Zelandia significa fazer trilhas de 3 a 6hs por dia, escalar montanhas onde dormem os vulcões, descer rio de caiaque e deslumbrar com as belezas naturais que se apresentam, as paisagens são de tirar o fôlego. Nos parques e florestas o DOC disponibiliza campings e huts com preços que variam de NZ$4 a $32. Existe a possibilidade de passar uma temporada trabalhando como voluntário nesses huts. O voluntário recebe uma cabine e uma ajuda para alimentação em troca de 4hs de trabalho na manutenção do hut. Já visitamos parques nacionais Whanganui, Tongariro e Egmont; e estamos ansiosos para começar o nosso trabalho como zeladores de hut na floresta Whirinaki, na costa leste, na última semana de Fevereiro.





WWOOF uma organização mundial de fazendas orgânicas que intenta disseminar a cultura da produção de Orgânicos e do Comércio Justo. As fazendas cadastradas oferecem, em geral, acomodação e alimentação em troca de 4 a 5 horas de trabalho por dia. Já estivemos na fazenda Smart Organics e estamos nos dirigindo para mais uma semana em outra fazenda onde cultivam abacate, goiaba, tomatinhos, e criam pato, pavão e frango, tambem na região de Taranaki, no Oeste da Ilha Norte da Nova Zelândia. Com a Barbara, da Smart, aprendemos muito sobre produção de Orgânicos, sobre o conteúdo dos alimentos não-orgânicos e também sobre como gerenciar uma fazenda, uma enorme loja especializada em orgânicos, uma cozinha industrial e ainda, hospedar WWOOFers com muita hospitalidade, tudo isso quase SOZINHA. Na segunda quinzena fechamos wwoof na cervejaria orgânica Mike`s. Lá oferecemos trabalho de 4 horas em troca de alojamento, almoço e cerveja, estamos muito animados com isso, hehehhe



Já o CouchSurfing é uma organização que se dedica a por em contato viajantes e pessoas que gostariam de hospedar viajantes em suas casas. Já tivemos a oportunidade de ficar hospedados na casa de duas famílias Kiwis, convivendo com eles como se estivessemos em nossas casas, entendendo sua cultura, ouvindo suas historias, entendendo as questões políticas do País, cozinhando, etc. De fato, uma maneira eficaz de realmente conhecer um País, sua cultura, não se limitando aos pontos turísticos tradicionais, tudo com um baixíssimo custo!


Em breve, vamos publicar fotos e mais detalhes sobre estas interessantes e baratas formas de viajar que temos exercitado.


Boas Viagens a todos!







Sunday, January 23, 2011

Pegando Carona



Viajar pode ser sinônimo de gastar muito. Velejar nos pareceu o meio mais econômico e com menor pegada ambiental, por isso escolhemos embarcar no Infinity. Porém, enquanto a temporada de ciclones não encerra no Pacífico Sul - e permanecemos ancorados em Auckland - resolvemos viajar em terra, pelo interior da Nova Zelândia.


E para nossa surpresa e alegria, temos conseguido viajar grandes distâncias de carona. Até aqui já viajamos 500 km desta forma. Emitimos muito pouco carbono nos deslocando, uma vez que utilizamos combustível que seria gasto de qualquer forma pelos veículos que nos aceitam nas suas viagens.


E é necessário dizer que, na Nova Zelândia, é muito facil viajar assim. Em média, não ficamos mais que 5 minutos pedindo carona, mesmo com mochilas “imensas”. Em geral, alguém oferece carona antes mesmo de pedirmos, e ao final da carona, às vezes trocamos e-mails e temos novos amigos. A Nova Zelândia é de fato um País muito hospitaleiro.




Agradecemos aqueles que nos deram carona!

Thursday, December 23, 2010

Enfim, Velejando!



Estamos com dificuldade de inserir fotos no Blog. Temos muitas fotos publicadas no link http://picasaweb.google.com/francismaglia


Bem, é chegada a hora de partir de Samoa. Obrigado a todos os samoanos pela amizade. Dirigindo pelo interior da ilha de Upolu, muitas pessoas naturalmente acenam para quem passa. Os samoanos parecem tentar manter as tradições da Ilha. Os homens geralmente usam sarongue, chamados de lavalava. Chama atenção os túmulos de familiares comumente situados em frente as casas dos moradores dos inúmeros vilarejos, assim como as denominadas "Casas dos Mortos", uma construção sem paredes dedicada aos ancestrais e usada diariamente para orações.



Saindo da baía de Apia, Infinity foi a motor até o extremo sul do arquipélago e, finalmente, “IÇAR TODAS AS VELAS”! Ótimo ouvir esta ordem do capitão e desligar do motor. Isso aconteceu em 25 de Novembro, algumas horas após zarparmos do nosso ancoradouro (13º 49S, 171º 45W), no leste de da ilha de Upolu, em Samoa Ocidental.

Inicialmente, faríamos o trajeto Samoa - Nova Zelândia com uma parada em Fiji, para limparmos o casco do navio. Entretanto, o capitão decidiu alterar a parada de Fiji para Tonga, pelas prováveis severas condições do tempo em Fiji. Ótima surpresa. Fomos recebidos em Tonga por um grupo de golfinhos, muitos atuns capturados em nossas linhas (sashimi para o jantar!) e uma água com visibilidade maravilhosa (~ 25m).




Nosso ancoradouro era rodeado pelos paradisíacos atóis de Nomuca Ika (foto), Ava Ano e Fuiva Mui (20 º 16S, 174 º 49W).



Durante cerca de três horas o casco foi limpo de cracas e outros criaturas, incluindo caranguejos minúsculos (!). Esta limpeza é necess’aria sempre que há muito destes seres aderidos ao casco para diminuir o arrasto hidrodinamico e também para atender aos requisitos de entrada na Nova Zelândia, que tem regulamentos severos quanto a infestação do País por espécies exóticas. Meia hora depois de terminar a tarefa, o tempo mudou de um lindo dia para trombas d’água e vento suficiente para nos permitir retomar o nossa viagem a Nova Zelândia.


Porém, vento não estava cooperando muito, e depois de velejar algumas horas, tivemos que usar o motor por cerca de 12 horas, afim de nos afastarmos de ilhas e recifes - não é uma boa idéia permanecer à deriva em tais condições. Depois disso, várias tentativas de seguir com o vento. Velas de cima para baixo, muitas vezes, até que o vento definitivamente sumiu por quase dois dias. Ficamos então derivando a umas 10 milhas a Leste de uma ilha chamada Ata (latitude 22º 21S, 176º 07W).




Em um dado momento começamos a pensar que estávamos, por assim dizer, sendo seguros pela tal ilha. Parecia estar constantemente nos observando, sempre por boreste. Nenhum peixe ao redor do barco, estranhas faixas de algas cercavam o Infinity, vindas aparentemente da ilha, algumas poucas aves, e nenhum vento! Por estarmos parados, as swells (ondas vindas de longe) começaram a rolar o navio com tamanha amplitude que pareciam esta aplicando alguma punição à tripulação. Qualquer objeto solto voava pelas cabines. Cozinhar parecia esporte radical. O capitão encontrou registros sobre uma ilha no Reino de Tonga, com o mesmo nome desta (porém não tinhamos certeza ser a mesma, pois não encontramos sua posição) que havia sido uma prisão de Tonga. Isso foi realmente estranho.


Porém, às 4:30 da manhã do dia 02 de Dezembro, o vento finalmente começou a soprar, e então começamos a velejar a +- 5 nós no curso 206º, quase na direção de Auckland.


Durante toda nossa viagem, fomos presenteados com visitas de golfinhos curioso quase todos os dias. No dia 9 de Dezembro, aprox. quatro dias antes da nossa chegada prevista em Auckland, fomos surpreendidos por um avião realizando um rasante a cerca de 100m a nosso boreste. A esta altura, não viamos sinais de civilização a vários dias. O VHF estava meio “esquecido”, devido à nossa óbvia remota localização. Rapidamente, pelo canal 16, o Imediato entrou em contato com o inesperado visitante que se identificou como da Autoridade Aduaneira da Nova Zelândia. Perguntou o nosso destino e e previsão de chegada. "Aqui é Infinity, Infinity, Infinity, nos encaminhamos para Auckland e acreditamos lá chegar em quatro dias". O piloto terminou: "Roger", e

desapareceu no horizonte, para oeste.


Poucas horas depois, às 16:30, a caminho de leste para oeste, chegamos a longitude 179º59,99E, a “linha do dia” verdadeira. Isto significa que, à partir desta posição, não estavamos mais no dia 9 de Dezembro, e sim, no dia 10. “Avançamos no tempo”.


Os membros da tripulação que cruzariam esta linha pela primeira vez, pela tradição dos mares, são acusados por Netuno pela suas faltas. Em seguida, julgados e punidos de acordo com as leis aplicáveis de Netuno a todas as criaturas que ousam cruzar tal longitude. Todos julgados e condenados, foram punidos com uma caneca de água salgada na cabeça e uma bela rodada de rum, que foi obviamente também oferecido, generosamente, a Netuno.


Durante toda a passagem, a tripulação foi dividida em equipes destinadas a watchs e cozinha/limpeza. Quando a equipe está em watch deve conduzir o navio na direção determinada, certificando-se de velas e todos os outros aspectos de segurança da navegação, em todos os momentos e registrar, de hora em hora, a pressão barométrica, condições metereológicas, vento, velocidade do navio em relação ao solo, rumo verdadeiro e magnético, a posição

(GPS), condições de convés, situação do gerador, motor dessalinizador (ligados/desligados) e qualquer outro fato relevante durante seu turno.



Durante a passagem Samoa-NZ, cada turno teve duração de duas horas, duas vezes por dia. Quando cozinhando e limpando, as equipes são responsáveis pelo jantar, café da manhã e almoço. Durante este trabalho, a equipe não é assinalada para cumprir watches.


Estar trabalhando no watch costuma representar, além de responsabilidade é claro, muita diversão! Para aqueles em watch nas madrugadas, o céu é um grande presente da natureza. A via-láctea, centenas de estrelas cadentes, pássaros que nos acompanham (2 deles acabara se chocando com as velas e pousaram no convés, e depois de um descanso, seguiram seus caminhos).



UFOs em zig-zag (asseguram alguns membros da tripulação em serviço...), a luz da lua. Uma beleza indescritível. Se estiver muito frio ou chovendo (ou ambos), é claro que não é tão engraçado. Mas isto é velejar! E não há frio que resista a uma generosa caneca de café ou chá quente, sempre (quase) disponível na cozinha.


Durante o dia, a tripulação pode observar, além dos assíduos golfinhos, baleias, tubarões, aves e Dourados que decidem seguir-nos, às vezes, durante dias. Não faltam coloridas medusas, peixes pulando ao redor do navio e a linha de pesca sempre lançada (pescamos 8 atuns num só dia!), boas leituras, muito boa música no deck e salão e, quase todos os dias, comida deliciosa.





Além das atividades marinheiras, todos os membros da tripulação estão envolvidos nos projetos ambientais da organização Infinity Sea Tribe. O principal, atualmente, é chamado Infiftyyears, a ser lançado em muito breve, no site www.infiftyyears.org.



Para a tripulação com visão apurada para seres marinhos, é possível encontrar flutuando nas proximidades do barco, em um longo dia sem vento, criaturas interessantes, como esta pequenina a lesma colorida da foto, que foi por alguns minutos “sequestradas” das proximidades da popa do Infinity, onde nadava tranquilamente. O oceano é de fato surpreendente, todos os dias.




A comida é um capítulo a parte no Infinity. A tripulação é realmente talentosa e conta com uma vasta biblioteca de livros de culinária. Nossa dieta nesta passagem foi baseada em sementes, muito atum fresco, surpreendentes pães caseiros frescos, todas as manhãs, massas, etc. Sempre muito temperados pelos chefs do dia. Impressionante!





Para aqueles que pensam (como nós também pensavamos) que deve ser difícil comer bem num barco em cruzeiro, podemos dizer que a cozinha do Infinity se parece muito mais com uma taberna multi-gastronômica do que para uma loja de fast food. E nós, do dfE, estamos descobrindo quão saborosa pode ser a cozinha de base vegetariana e de pescados.



Bom, podemos dizer que estamos aumentando o nosso apreço por coisas simples como pescar, contemplar, praticar Yoga, meditar, relaxar, ler muito e aproveitar lentamente as deliciosa cousine do Infinity.


Após 20 dias de passagem, chegamos em Auckland em 15 de dezembro e, depois da alfândega, ancoramos ao lado da ponte Auckland Harbour. Logo no primeiro dia, vimos uma arraia gigante nadando calmamente através do cais da Marina. Uma senhora nos disse que o animal vive por ali há muitos anos e não é incomodado por pessoas ou barcos. Desnecessário mencionar como são limpas e saudáveis as águas da baía de Auckland, se comparadas a maioria das outras zonas portuárias do mundo.


Atualmente, a Infinity está ancorado em uma marina do Viaduct Harbour. A equipe está agora envolvida na manutenção e reparos do barco e na preparação para o Natal.


Em 28 de Dezembro, Infinity vai zarpar para uma viagem de uma semana, com alguns tripulantes da Nova Zelândia, membros da organização LoveYourCoast, para um projeto de limpeza de praias e recifes, dentro de uma reserva natural na Baía de Auckland. A equipe do Infinity espera muito aprendizado, ação conservacionista e diversão nesta viagem.


Assim, nós, os membros do dfE, estamos muito felizes por podermos ser membros da tripulação do Infinity e principalmente por estarmos tendo sucesso no projeto de reduzir nosso consumo, vivendo com muita alegria nas águas e terras do Pacífico!



Desejamos aos nossos amigos, visitantes e as nossas famílias um maravilhoso Natal, um 2011 com menos consumo e pleno de alegrias e simplicidade!




Abraços piratas!


Francis e Raquel


Wednesday, November 17, 2010

Chegamos em Samoa!



Enfim, desacelerados. Emissões muito baixas começam efetivamente.


A bordo do Infinity! Após uma pausa de seis dias em San Francisco, chegamos enfim na ilha de Samoa. O veleiro Infinity é maravilhoso!


Recebemos uma cabine com duas camas onde, literalmente, cabem TODOS os nossos objetos pessoais (e ainda sobrou algum espaço!) Por TODOS objetos, queremos dizer tudo o que temos exceto alguns documentos, livros e objetos que deixamos no Brasil. E podemos dizer que estamos mais livres e muito felizes com tudo isso!


A Tripulação do Infinity é uma diversidade de nacionalidades. Entretanto, nestes poucos dias já foi possível perceber quão comprometidos eles são com a filosofia da Organização, seja pela natureza das pessoas que participam, seja por suas experiências no Infinity. Agradecimento especial ao Capitão Sheriden e a Diretora de Sustentabilidade e Meio Ambiente Annie, pela amável recepção, o que nos fez sentir em casa, e cientes da maneira responsável com que tudo é conduzido no Inifiity.





Dúvidas sobre as ameaças do Aquecimento Global? Visite San Francisco, na California


Fantástica visita a cidade onde Alcatraz e a Ponte Golden Gate são atrações tradicionais. Como o estado da California, San Francisco é vanguardista em pesquisas e conscientização

sobre aquecimento global. Para quem ainda tem dúvidas sobre o que é (ou não é) verdade sobre este tema, não pode perder a oportunidade de visitar a mostra sobre o assunto na California Science Academy.

No gráfico ao lado pode-se ver o drástico crescimento da emissão de carbono na atmosfera, que iniciou no século 19, justamente quando se deu o boom da revolução industrial, assim como as demandas humanas sem precedentes por conforto e por locomoçã

o.

Somente o gráfico não conta a história toda. Mas resume muitos anos de estudos sérios sobre o abrupto crescimento global. De acordo com informações na mostra, 97% dos cientistas envolvidos no assunto concordam que a Terra esta sob séria ameaça por conta das emissões provocadas pelo homem, o que tem sido entendido como o maior problema a ser enfrentado pela humanidade, em todos os tempos. Surge então uma pergunta: “Como tudo isso afeta nossa vida cotidiana?” Honestamente, achamos que a pergunta deve ser reformulada como “Como nossa vida cotidiana afeta a Terra, nosso habitat?”


Um Grande abraço pirata aos visitantes e amigos!

Monday, September 27, 2010

Soltando as amarras!

Nos arranjos finais para a partida, constatamos a imensa quantidade de vínculos que criamos. Com a certeza de que muito mais está por vir, segue aí o que temos realizado:

Aceite como voluntários na Expedição Infinity. OK!
Habilitação de arraes amador. OK!
Desligamento do emprego em Setembro/2010. OK!
Passaporte e vistos para entrada nos EUA. OK!
Documentação para entrada nas Ilhas Samoa. OK!
Compra da perna Rio – San Francisco com milhas (ida apenas). OK!
Compra da perna San Francisco – Apia (Ilhas Samoa) com cartão de crédito brasileiro.OK!
Venda da Land Rover. OK!


Em andamento:

Venda do Ford Focus. Tentando!
Aluguel do AP. Tentando!
Cancelamento do plano de pedágio livre. Tentando!
Cancelamento cartão de crédito adicional. Desafio!!!
Atualização de endereço (para a residência dos familiares) nos bancos, Ministério do Trabalho, Previdência, etc. Desafio!!!
Seguro viagem aderente à atividade embarcada para residentes no Brasil. Desafio!!!
Habilitação de mergulhador autônomo. Em processo!
Compra do Macbook. Em processo!

Bazar Desacelerando pela Terra. Em execução de 28/09 a 02/10 no Recreio. A casa toda à venda, até mesmo os sapatos!

Mas o mais importante em tudo isso é o carinho e incentivo dos familiares e amigos!

Nosso especial agradecimento ao padrinho Pedro, que nos apoiou e abençoou quando soube da nossa idéia de velejar pelo Planeta. Se hoje estamos prontos para o embarque na Expedição Infinity, é porque temos o apoio não só de Pedro, mas de todos aqueles que amamos. Lu Hitomi, adoramos a surpresa! Não sabemos como agradecer.

Familiares e amigos, agradecemos com todo o nosso coração!