Monday, February 6, 2012

REFLEXÃO SOBRE MEIO AMBIENTE NAS FILIPINAS



Do ponto de vista ambiental, Filipinas tem muito o que fazer. Embora os Filipinos parecem  estar conscientes sobre aquecimento global, seu desejo explícito por consumir muito sinaliza a falta de compreensão sobre a interrelação entre a demanda individual e  seus impactos, não sendo exceção à maioria dos habitantes dos países industrializados e em desenvolvimento.


As cidades são superlotadas de veículos.
As cidades das Filipinas que conhecemos parecem muito com as do ocidente no que diz respeito à poluição atmosférica, sonora e visual. As cidades são congestionadas, muito sujas e poluídas - muitas pessoas usam máscaras nas ruas. No entanto, alguns aspectos da cultura que precederam as invasões ocidentais permanecem, por exemplo, comida. Filipinos comem muito arroz e peixe.


Esta pequena ilha, próxima a grande ilha de Cebu é lotada de
 casas e com sistema de saneamento precário.
No ônibus intermunicipal é comum termos que dividir o assento com carangejos vivos, transportados em baldes.
É muito comum também o transporte dos itens mais curiosos sobre motocicletas.
Quase toda a nossa bagagem em uma viagem de motocicleta.
É possível hospedar-se em pousadas, à beira mar, com uma motocicleta inclusa . Tudo por 13 dólares. Mas a manutenção (neste caso troca do cabo de freio) fica por conta do hospede/usuário. Diversão assim mesmo.


Afastando-se dos centros urbanos, técnicas de construção tradicional são predominantes, principalmente em  bambu e folhas de palmeiras. A natureza ainda é exuberante, apesar de uma parte relevante de floresta já ter sido derrubada e a pesca com dinamite ainda é tolerada.
Há uma explosão populacional acontecendo aqui. São 100 milhões de Filipinos, em sua maioria jovens. Isto perfaz uma densidade populacional de 330 pessoas por km ² distribuída entre mais de 7000 ilhas. Impressionante. Mesmo com milhares de km de costa, inúmeras baias, canais, rios e lagos, não vimos nenhum barco ou canoas à vela. O transporte de passageiros e cargas são baseados em veículos movidos a combustíveis fósseis. Além disso, é comum encontar tarifas de barcos rápidos mais caros do que tarifas aérea, por isso, é comum voar entre ilhas ao invés de viajar de barco.
Por outro lado, há um aspecto importante no transporte terrestre nas Filipinas que deve ser ressaltado. Como exemple, viajamos muito usando, sempre que possível, os meios mais populares. Jeepney é um deles. Legado da II Guerra Mundial, jipes foram deixados para trás ao final da guerra e imediatamente aproveitados pelos locais que os estendiam para acomodar muito mais pessoas. Com entrada pela parte de trás do veículo, dois longos bancos e janelas amplas e com cortinas de lona.  Entramos um jeepny, pagamos US $ 0,50 para percorrermos 40 km. Quando entramos, julgamos que ali caberiam uns 12 passageiros. Quando o motorista parou de recolher mais pessoas, havia 32 humanos no Jeepny! Sentiu o aperto? Mas foi muito divertido! Não é raro fazer bons amigos nestas situações.

Este é um "Jeepney". Não conseguimos contar quantos estão embarcados aí.

Neste Jeepney viajamos 40 km em 32 pessoas.
Quando entramos pensamos que caberiam umas 12 apenas.




Também muito comum são os triciclos (ou tuk-tuks). São motos  - em geral de 125cc - com um side-car que tem assentos, porta-malas, teto, tudo utilizado para carga e passageiros. Mais uma vez fizemos a aposta de quantas pessoas caberiam neste veículo. Quatro foi o veredicto. Depois de um tempo, não foi difícil encontrar triciclos com 12 ( D - O - Z - E ) Filipinos dentro (e em cima, ao lado, pendurados, etc) de um único triciclo, além de alguns pacotes.


Em Cebu City, contamos até 12 pessoas num único triciclo. Neste daí, tivemos a sorte de poder nos encontrar com o Capitão Clemens, do Infinity, e FAmília. Claro que nos aventuramos juntos (6 mais o piloto) num triciclo até uma cachoeira.  

Apesar de tudo isso parecer ser perigoso, especialmente quando as regras de trânsito são escritas "na buzina", durante 2 meses não testemunhamos qualquer acidente. A maioria dos motoristas é cuidadosa e dirige devagar. No final, este excesso de carga conta positivamente para as Filipinas com um meio de frear os efeitos do aquecimento global, uma vez que as pessoas abrem mão do conforto em benefício do uso mais eficiente da energia.


No triciclo com Rhian, filha do Capitão Clemens e Sage. A Rhian é a menina que nasceu dentro do dingue, no convés do Infinity, em Maio de 2011. Ela está muito esperta e saudável. Continua vivendo com os pais no veleiro.
O lixo é um problema. Utensílios e embalagens descartáveis para pequenas frações são extensivamente utilizados para qualquer finalidade. Pouco do plástico descartado é reciclado. Refeições são vendidas em sacos plásticos; luvas de plástico para vender água e comer já que muitos não usam talheres, saco plástico para cobrir o prato, canudos de plástico para cada bebida, plástico, plástico e plástico .. . argh!. Embora os typhoons e as inundações são mais freqüentes a cada ano, as autoridades continuam adiando discussões climáticas e as pessoas, movidas pelo consumo.
Quando mergulhamos em Malapascua observamos muitas algas, pneus e plástico, além de  surtos de crown-of-thorns, já que os inimigos naturais foram devastados.

Crown of Thorns, espécie de estrela do mar que come corais.
Inimigos naturais foram devastados.

Um crown-of-thorn come duas vezes o seu próprio tamanho de um dia, o que ameaças drasticamente o eco-sistema dos corais. Micro-partículas de plástico se misturam ao plâncton afetando toda a cadeia alimentar dos oceanos. A pesca com dinamite também destrói grande parte da vida marinha.


Apesar de parecer um coral artificial, e até servir de abrigo para alguns peixes, pneus e outros entulhos pernacem por centenas de anos liberando lentamente toxinas e microparticulas, que contaminam a água e toda a cadeia alimentar do região, incluindo plânctons.
Agora estamos em uma balsa em direção a Bohol, Ilha onde se encontram as Chocolate Hills, muitos terraços de arroz, praias desertas e o tarsier - um dos menores primatas do mundo com 10 cm de altura! Vamos lá!

Thursday, December 22, 2011

"Escritório" na Ilha de Malapascua






Férias nas "terras do rei espanhol Felipe" foi simplesmente fantástico. Em Malapascua, uma pequena ilha que você pode andar a circunferência em cerca de 2 horas, estabelecemos nosso "escritório" para a emissão do relatório anual, planejar o próximo ano e atualizar nosso blog.


WiFi de frete para a praia




Como o trabalho não é tudo na vida, nós também apreciamos massagens nas areias brancas da praia, snorkel em lagoas de azul turquesa, discoteca de rua, novos amigos, preguiça na rede, caminhadas por coqueirais... Não há carros em Malapascua, mas muitas scooters.

Nossa linda amiguinha de Malapascua


Massagem a beira mar




Fazenda de côco, a beira mar.

A ilha é um excelente destino para mergulho. Uma variedade de ofertas, como mergulho sobre recifes de corais, com arraias e tubarões thresher, é disponibilizado em muitos dive shops/resorts. Um mergulho custa a partir de USD 35. Acomodação, com ofertas especiais para mergulhadores, pode ser tão barato quanto USD 15 num bangalô simples. Para mergulhadores não certificados, curso e certificação PADI estão disponíveis.



Mas, se o objetivo é relaxar em um lugar silencioso, talvez Malapascua não seja a melhor opção. Música muito alta e karaoke estão por toda a parte. Milhares de galos de rinha equipados com relógios quebrados podem arruinar o seu descanso a qualquer hora do dia. No entanto, temos que confessar que, depois de uma semana, nós nos acostumamos a tudo isso. Tanto que, ao ouvirmos uma música em alta - o "disco" - seguimos a onda e nos divertimos com os Filipinos!

Futuros galos de rinha comendo com a mamãe.


Malapascua não tem porto, pier, ou cais. Todos os barcos ancoram perto da praia. O "estaleiro" também é na areia.

Canoa Tubarão


Detalhes da construção de um barco típico das Filipinas, conhecido com "Aranha". O estaleiro fica na areia da praia.

Nas refeições, mesmo tendo porções sempre pequenas, apreciamos muito a comida servida nas "Eateries" (nunca ouvimos esse termo mara restaurante). Podemos recomendar Ging Ging Eatery: excelente. Para orçamentos extremamente reduzidos e uma experiência local verdadeira, tente restaurante Mama & Jopay. Para cerveja gelada (raro na ilha) e barata, pare na loja do Dick & Agnes, em frente à igreja principal. Muito fácil encontrar.

Raquel, Agnes, Frederick e Francis, na sua loja. 

Se você quiser de uma "ilha na ilha","The Other Place" é o nome o lugar para a música boa, mesa de bilhar, snack no final da noite (peça pelo hamburger com fritas) e uma calorosa recepção do Marco, Winwin toda a equipeRecomendamos muito!!

Equipe e amigos do "The Other Place".
Os donos Winin (camiseta branca ) e Marco (na direita).

Aniversário da nossa amiga Noa (direita) no "The Other Place".


No Natal e Ano Novo, é uma tradição de assar um porco inteiro na praia. Muito interessante ver o processo de preparação. Basicamente, o prato principal passa caminhando pela entrada do restaurante em direção ao "abatedouro", puxado por uma coleira.  Depois de serem limpos, o porquinho é assado inteiro num fogo de chão em plena praia.  O assador fica girando manualmente o assado por umas 5 horas consecutivas. No final o prato é uma delícia! Vimos também alguns churrasquinhos de rua um tanto quanto bizarros: lula, pele de galinha, pescoço, pés, moela, fígado e até tripa.




Uma bebida local muito popular é o rum Boracay. Muito bom e muito barato, cerca de U$ 2,5 / garrafa em um bar de hotel. Bebidas em garrafas retornáveis são muito mais baratos, o que é um grande incentivo a redução do uso de descartáveis. Não há água potável gratuita neste país - não beba água da torneira! Mas é fácil encontrar pontos de abastecimento de água por um preço razoável.
Tudo isso seria muito divertido e perfeito se não estivéssemos com muita saudade da família, amigos e feijão preto.

Saturday, December 10, 2011

Chegando nas FILIPINAS



Filipinas é o segundo maior arquipélago do mundo, composto por cerca de 7.000 ilhas, 300.000 quilômetros quadrados. É uma nação insular, onde barcos e canoas desempenham papel importante na vida de muitas pessoas. De maioria Católica Romana, etnicamente, Filipinas é um caldeirão. As ilhas são montanhosas e tem grande atividade sísmica. Terremotos e erupções vulcânicas são comuns. O clima é tropical e de monções.


"Fort San Pedro", marca da presença colonialista católica
 da Espanha nas Filipinas, ou "Terra do Rei Felipe" 


Antes de chegar aqui, sabíamos muito pouco sobre o país. O único conhecimento que realmente tínhamos, era o fato de que Filipinas é o lugar onde o capitão da primeira circunavegação registrada foi morto por nativos em 1521. Esta história foi escrita por Pigafetta (em Português, A Primeira Viagem ao Redor do Mundo - Ed. L&am), um membro Italiano da tripulação da expedição financiada pela Espanha e liderada por Fernando de Magalhães, o Português cuja decapitação foi comemorada na Ilha Mactan.

Também tínhamos uma vaga lembrança, de volta à infância, acerca de Corazon Aquino, a Presidente Filipina que era aclamada por seu povo depois de um longo período de ditadura.
Chegando aqui, depois de mais de 40 dias em um veleiro desde as Ilhas Salomão - quase 3 mil milhas náuticas - o capitão tentou se aproximar da cidade de Cebu, por uma baía onde "deveria haver uma marina". Eram 3 da manhã, em uma noite muito escura e com nevoeiro, além de muitos recifes que podíamos apenas ver nas cartas de navegação. Esperamos - à deriva - até as primeiras luzes do dia para perceber que ali não havia marina alguma. 






Completamente esgotados depois de ter conduzido o barco por muitas e muitas horas, acabamos nem notando que  a baía onde estávamos era a baía de Magalhães. Percebemos depois que, de fato, chegamos nas Filipinas direito no local onde, literalmente, o líder da expedição perdeu a cabeça lutando contra o povo de Mactan, chefiados por Lapu-Lapu, que é honrado - nos dias de hoje - com o título de primeiro herói da nação Filipina.


Estátua do Lapu-Lapu, na ilha de Mactan







Placa sobre LapuLapu







Lê-se: "LAPULAPU: Aqui, em 27/4/1521, Lapulapu e seus homens repeliram os invasores espanhóis matando seu líder Fernando Magalhães. Assim, Lapulapu tornou-se o primeiro Filipino a repelir agressões européias".



Placa sobre a morte de  Fernando Magalhães
A placa acima, de 1941, diz: "Morte de Fernando Magalhães. Neste local, em 27/04/1521, morreu Fernando Magalhães, ferido no encontro com os soldados de Lapu-Lapu, chefe da Ilha de Mactan. Um dos navios de Magalhães, o Victoria, sob o comando de J. S. Elcano zarpou de Cebu em 1/5/1521 navegando até San Lucas de Barrameda, na Espanha,  completando assim a 1a circumnavegação ao redor da Terra. 


Grande painel no local onde Magalhães foi morto por Lapulapu

"1866 - REINANDO YSABEL II"
O obelisco acima data de 1866, construído no reinado da rainha Espanhola Ysabel II. Encontra-se no mesmo local onde os Filipinos homenageiam LapuLapu. Este obelisco aparentemente não sofre manuntenção e está condenado pelo tempo.
Mais tarde, Raquel visitou Biblioteca a Universidade de San Carlos, onde há um volume do diário de Pigafetta, publicado no século XVI.


Este é um pouco da história deste país que, apesar de ter tido sua cultura e riquezas espoliadas pela Espanha mais tarde, repulsou as primeiras investidas destes invasores. Hoje, depois da Independência, não se fala mais espanhol nas Filipinas.

Wednesday, November 30, 2011

1 º ANIVERSÁRIO dfE! Um ano de vida desacelerada apreciando e aprendendo sobre o nosso planeta




O Projeto Desacelerando pela Terra (dfE) tem a honra de compartilhar com todos os nossos visitantes, amigos, familiares e simpatizantes, a nossa felicidade pela conclusão do primeiro ano de viajem na Oceania e Sudeste Asiático, com baixa pegada ambiental!
De acordo com os objetivos que traçamos no início do projeto, conseguimos reduzir drasticamente as nossas emissões de carbono de cerca de 30 para 4 ton/ano/pessoa (t/a/p). No entanto, ainda estamos cerca de 100% ACIMA nossa meta de 2 t/a/p.
Mesmo com os nossos esforços para chegar a esse nível, há aspectos da viagem que não nos permitiram reduzir até o valor recomendado pelas Nações Unidas. Atribuímos este fato principalmente ao consumo de combustíveis fósseis - embora viajamos primordialmente em barcos à vela, o motor é usado quando o vento não é "velejável" -, a nossa dependência em relação ao serviços bancários, o consumo de produtos industrializados e não-sazonais e/ou importados, além de nossa inclinação para socialização nos muitos lugares que visitamos que, muitas vezes, acontece em bares e restaurantes.

Concluimos que, para alcançar o valor planejado de emissões de carbono, devemos viajar  menos (ou distâncias menores) ou planejar cuidadosamente a compensação de mais 2 t/a/p, com o plantio de árvores - por exemplo. Assim, o próximo período do projeto dfE deve considerar esses aspectos.

Tão importante quanto a preocupação sobre as emissões de carbono, queremos partilhar a nossa alegria na aprendizagem dos grandes aspectos culturais adquiridos nesta viajem. Em lugares como Nova Zelândia, Fiji, Vanuatu - considerado o País mais feliz do mundo, em 2006 -, Utupua Island nas Ilhas Solomon, tivemos experiências vivenciadas com as comunidades locais que possuem valores como a partilha, que têm profundo conhecimento e respeito pela relação entre ser humano e natureza, desapego material, simplicidade, o respeito aos antepassados e uma hospitalidade muito sincera. Tudo isso é comumente observado entre a maioria dos habitantes do interior ou ilhas remotas que visitamos, que vivem de fato com imensa felicidade.
Nós compreendemos a grandeza de viajar lentamente e em contato real com a população local, o que poderíamos chamar de turismo significativo, onde há tempo para troca de conhecimento, imersão cultural  e cooperação mútua. Acabamos descobrindo a imensa riqueza deste tipo de viagem se comparada ao turismo típico, que, em geral, demanda alta emissão de carbono em vôos, deslocamentos longos em prazos curtos, contratação de agências e hotéis de luxo. Além disso, em geral não promove  desenvolvimento local que não seja o monetário. Correria não combina com baixa pegada ambiental. 
Para terminar este primeiro ano de vida desacelerada, queremos agradecer muito ao Infinity - uma experiência de vida verdadeira -, a cada um que tenha visitado o nosso blog e nos tenha dado uma palavra de incentivo. Além disso, queremos agradecer calorosamente a nossos amigos e família, que incondicionalmente e entusiasticamente apoiaram nosso projeto. 
Por tudo isso, podemos considerar o Projeto dfE é um grande sucesso!
Nossas palavras especiais a todos aqueles que - tendo nos enviado feedback ou não - de alguma forma se sentiram encorajados por nós a refletir sobre suas emissões de carbono, ou em qualquer tipo de mudança da vida. Queremos enfatizar que acreditamos que todos sejam capazes de realizar qualquer sonho, qualquer mudança. Os primeiros passos são tomar consciência, calcular a sua pegada ambiental, sonhar bastante, decidir que tipo de estilo de vida melhor se adequa às suas descobertas e princípios! Depois disso, ser confiante, coerente, planejar e executar! Funciona!
Como o ápice do nosso primeiro aniversário de projeto, gostaríamos de partilhar uma das mais belas lições que aprendemos nesta viagem: O chefe da aldeia Sangava, na remota ilha de Emae, Província de Shefa, no pequenino país Vanuatu, sabiamente nos ensinou o que ensina ao seus aldeões: apesar dos impactos das mudanças climáticas já serem  sentidos em sua ilha - os ilhéus já começaram a ser realocados devido à elevação do nível do mar - ele conclama toda a comunidade para viver a sua vida com muita alegria, sem medo, sem deixar de encarar as ameaças que são cada dia mais evidentes.
Esta lição foi, e é, um tônico para o nosso projeto maior: viver num Planeta justo e sustentável - e às vezes parece impossível de realizar. Mas nós concordamos com o Chefe de Sangava, e isso nos mantém otimistas. E vemos que o que este nobre chefe declara, se encaixa em qualquer projeto ou sonho. 
Mesmo quando se exige quebra de paradigmas, se encontram dificuldades extremas, a melhor atitude é enfrentá-las todas, sem medo, com alegria.
Desejamos neste próximo ano um tratamento muito melhor para a Terra, para a Natureza e para todos os Humanos!
E ótimos ventos a cada um de nós!
E é claro que sim! Ficaremos muito felizes com seus comentários, elogios, críticas, feedback. Todos bem-vindos!

Sunday, October 23, 2011

Moving Planet em Utupua, Ilhas Solomons

Como parte da campanha 350.org para construir o grande movimento de ação global para levar o planeta a zero consumo de combustíveis fósseis, Infinity Expeditions organizou 7 dias de atividades, em Utupua, Ilhas Salomão, de 20 a 27 setembro, 2011.




Comunidade de Utupua, consciente do nível máximo de CO2 tolerado na atmosfera


Tripulantes-voluntários: Raquel, Emmaline,
Francis, Laura and Annelie
Tudo começou em Sigatoka, Fiji, com a participação de 5 tripulantes-voluntários do Infinity no workshop sobre mudanças climáticas juntamente com 50 pessoas representando 13 países do Pacífico - Palau, Papua Nova Guiné, Ilhas Marshall, Quiribati, Nauru, Ilhas Salomão, Estados Federados da Micronesia, Tonga, Vanuatu, Samoa Americana, Samoa, Fiji, Nova Zelândia. Os tripulantes do Infinity saíram deste workshop muito mais preparados para atuar contra a crise climática e comprometidos em construir o Moving Planet em 24/ Set.  a bordo do Infinity.


Veja o video produzido pela Infinity Expeditions e dfE (a legenda em Português está sendo finalizada):




Líderes 350 do Pacífico 


Atividades em Utupua


O evento em Utupua, mobilizou aproximadamente 500 pessoas em 4 comunidades, Nembao, Aondo, Asumboa e Aveta em uma semana de atividades educativas e culturais. 
Promovemos palestras de conscientização sobre mudanças climáticas para 300 estudantes da Patteson High School, descarte de lixos plásticos e baterias na Nembao Primary School e cultura geral sobre os países de origem dos voluntários. As ações incluíram coleta de lixo plástico e pilhas, avaliação de recifes de corais, reparo de painel solar e manufatura de mais de 40 velas para canoas, estimulando esta fantástica e sustentável cultura. Canoa à vela é o principal meio de transporte em Utupua e, exemplarmente, tem EMISSÃO ZERO DE CARBONO.




Coleta de plásticos e pilhas em Nembao
Alex Watton palestrando sobre UK
na Patteson High School
Francis Maglia palestrando sobre mudanças climáticas
 na Patteson High School

Patti palestrando sobre Hawaii
na Nembao Primary School

Estudantes e Professores da Patteson High School
Canoas à vela, aguardando a
confeção de novas velas no Infinity
Clemens Oestreich confeccionando velas para canoas da Vila Nembao

Clemens Oestreich costurando velas


Francis Maglia avaliando recifes
 de coral em Aondo
Pierre Trbovic avaliando recifes
 de coral em Aondo


Crianças de Asumboa


24 Set. - dia de emissões zero de carbono


No dia 24 Set.  servimos café da manhã e almoço frios a bordo, remamos e caminhamos para nos deslocar, jantamos na vila Nembao; e encerramos o dia com voz e violão na vila.




Crise Climática no Pacífico







Os efeitos da mudança climática em ilhas remotas tais como Utupua trazem a urgência de colocar os direitos das pessoas e da natureza acima dos direitos dos poluidores. Não é justo essas pessoas que têm um estilo de vida super sustentável - usam canoas à vela e caminham para se deslocarem, desenvolvem cultura orgânica, coletam água da chuva, usam exclusivamente energia solar - estarem enfrentando uma série de adversidades climáticas não causadas por eles.








A elevação do nível do mar, mais crítica durante os últimos 5 anos, traz ameaças reais à vida nas ilhas. Sistematicamente, os reservatórios de água doce e plantações vêm sofrendo salinificação, as árvores costeiras que são uma proteção natural contra ciclones vêm sendo derrubadas. Suas casas vêm sendo lavadas nas marés-altas fazendo com que eles se realoquem. Os ciclones cada vez mais freqüentes e potentes destroem tudo por onde passam.



Garoto de Nembao, ajudando o pai na  pesca


Cultura de porcos em Nembao











Canoa a vela em ação, em direção ao recife, para pescar

A elevação da temperatura dos mares e oceanos e o aumento significativo de partículas plásticas misturadas ao plâncton está degradando os recifes de corais e levando a vida marinha à morte. 


Praia em Nembao


Os fatos descritos acima impactam em necessidades muito básica dos moradores das ilhas: a sua moradia, abastecimento de água e de alimentos. 
Nossa estada em Utupua foi muito proveitosa e motivou-nos a chamar os indivíduos, as sociedades e os governos à fazerem a sua parte para nos levar de volta abaixo de 350 ppm de  CO2 na atmosfera.



Carta da vila de Aveta, solicitando
 orientação sobre Mudanças no Clima




Foto "350" na Patteson High School