Thursday, December 22, 2011

"Escritório" na Ilha de Malapascua






Férias nas "terras do rei espanhol Felipe" foi simplesmente fantástico. Em Malapascua, uma pequena ilha que você pode andar a circunferência em cerca de 2 horas, estabelecemos nosso "escritório" para a emissão do relatório anual, planejar o próximo ano e atualizar nosso blog.


WiFi de frete para a praia




Como o trabalho não é tudo na vida, nós também apreciamos massagens nas areias brancas da praia, snorkel em lagoas de azul turquesa, discoteca de rua, novos amigos, preguiça na rede, caminhadas por coqueirais... Não há carros em Malapascua, mas muitas scooters.

Nossa linda amiguinha de Malapascua


Massagem a beira mar




Fazenda de côco, a beira mar.

A ilha é um excelente destino para mergulho. Uma variedade de ofertas, como mergulho sobre recifes de corais, com arraias e tubarões thresher, é disponibilizado em muitos dive shops/resorts. Um mergulho custa a partir de USD 35. Acomodação, com ofertas especiais para mergulhadores, pode ser tão barato quanto USD 15 num bangalô simples. Para mergulhadores não certificados, curso e certificação PADI estão disponíveis.



Mas, se o objetivo é relaxar em um lugar silencioso, talvez Malapascua não seja a melhor opção. Música muito alta e karaoke estão por toda a parte. Milhares de galos de rinha equipados com relógios quebrados podem arruinar o seu descanso a qualquer hora do dia. No entanto, temos que confessar que, depois de uma semana, nós nos acostumamos a tudo isso. Tanto que, ao ouvirmos uma música em alta - o "disco" - seguimos a onda e nos divertimos com os Filipinos!

Futuros galos de rinha comendo com a mamãe.


Malapascua não tem porto, pier, ou cais. Todos os barcos ancoram perto da praia. O "estaleiro" também é na areia.

Canoa Tubarão


Detalhes da construção de um barco típico das Filipinas, conhecido com "Aranha". O estaleiro fica na areia da praia.

Nas refeições, mesmo tendo porções sempre pequenas, apreciamos muito a comida servida nas "Eateries" (nunca ouvimos esse termo mara restaurante). Podemos recomendar Ging Ging Eatery: excelente. Para orçamentos extremamente reduzidos e uma experiência local verdadeira, tente restaurante Mama & Jopay. Para cerveja gelada (raro na ilha) e barata, pare na loja do Dick & Agnes, em frente à igreja principal. Muito fácil encontrar.

Raquel, Agnes, Frederick e Francis, na sua loja. 

Se você quiser de uma "ilha na ilha","The Other Place" é o nome o lugar para a música boa, mesa de bilhar, snack no final da noite (peça pelo hamburger com fritas) e uma calorosa recepção do Marco, Winwin toda a equipeRecomendamos muito!!

Equipe e amigos do "The Other Place".
Os donos Winin (camiseta branca ) e Marco (na direita).

Aniversário da nossa amiga Noa (direita) no "The Other Place".


No Natal e Ano Novo, é uma tradição de assar um porco inteiro na praia. Muito interessante ver o processo de preparação. Basicamente, o prato principal passa caminhando pela entrada do restaurante em direção ao "abatedouro", puxado por uma coleira.  Depois de serem limpos, o porquinho é assado inteiro num fogo de chão em plena praia.  O assador fica girando manualmente o assado por umas 5 horas consecutivas. No final o prato é uma delícia! Vimos também alguns churrasquinhos de rua um tanto quanto bizarros: lula, pele de galinha, pescoço, pés, moela, fígado e até tripa.




Uma bebida local muito popular é o rum Boracay. Muito bom e muito barato, cerca de U$ 2,5 / garrafa em um bar de hotel. Bebidas em garrafas retornáveis são muito mais baratos, o que é um grande incentivo a redução do uso de descartáveis. Não há água potável gratuita neste país - não beba água da torneira! Mas é fácil encontrar pontos de abastecimento de água por um preço razoável.
Tudo isso seria muito divertido e perfeito se não estivéssemos com muita saudade da família, amigos e feijão preto.

Saturday, December 10, 2011

Chegando nas FILIPINAS



Filipinas é o segundo maior arquipélago do mundo, composto por cerca de 7.000 ilhas, 300.000 quilômetros quadrados. É uma nação insular, onde barcos e canoas desempenham papel importante na vida de muitas pessoas. De maioria Católica Romana, etnicamente, Filipinas é um caldeirão. As ilhas são montanhosas e tem grande atividade sísmica. Terremotos e erupções vulcânicas são comuns. O clima é tropical e de monções.


"Fort San Pedro", marca da presença colonialista católica
 da Espanha nas Filipinas, ou "Terra do Rei Felipe" 


Antes de chegar aqui, sabíamos muito pouco sobre o país. O único conhecimento que realmente tínhamos, era o fato de que Filipinas é o lugar onde o capitão da primeira circunavegação registrada foi morto por nativos em 1521. Esta história foi escrita por Pigafetta (em Português, A Primeira Viagem ao Redor do Mundo - Ed. L&am), um membro Italiano da tripulação da expedição financiada pela Espanha e liderada por Fernando de Magalhães, o Português cuja decapitação foi comemorada na Ilha Mactan.

Também tínhamos uma vaga lembrança, de volta à infância, acerca de Corazon Aquino, a Presidente Filipina que era aclamada por seu povo depois de um longo período de ditadura.
Chegando aqui, depois de mais de 40 dias em um veleiro desde as Ilhas Salomão - quase 3 mil milhas náuticas - o capitão tentou se aproximar da cidade de Cebu, por uma baía onde "deveria haver uma marina". Eram 3 da manhã, em uma noite muito escura e com nevoeiro, além de muitos recifes que podíamos apenas ver nas cartas de navegação. Esperamos - à deriva - até as primeiras luzes do dia para perceber que ali não havia marina alguma. 


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Completamente esgotados depois de ter conduzido o barco por muitas e muitas horas, acabamos nem notando que  a baía onde estávamos era a baía de Magalhães. Percebemos depois que, de fato, chegamos nas Filipinas direito no local onde, literalmente, o líder da expedição perdeu a cabeça lutando contra o povo de Mactan, chefiados por Lapu-Lapu, que é honrado - nos dias de hoje - com o título de primeiro herói da nação Filipina.


Estátua do Lapu-Lapu, na ilha de Mactan

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Placa sobre LapuLapu







Lê-se: "LAPULAPU: Aqui, em 27/4/1521, Lapulapu e seus homens repeliram os invasores espanhóis matando seu líder Fernando Magalhães. Assim, Lapulapu tornou-se o primeiro Filipino a repelir agressões européias".



Placa sobre a morte de  Fernando Magalhães
A placa acima, de 1941, diz: "Morte de Fernando Magalhães. Neste local, em 27/04/1521, morreu Fernando Magalhães, ferido no encontro com os soldados de Lapu-Lapu, chefe da Ilha de Mactan. Um dos navios de Magalhães, o Victoria, sob o comando de J. S. Elcano zarpou de Cebu em 1/5/1521 navegando até San Lucas de Barrameda, na Espanha,  completando assim a 1a circumnavegação ao redor da Terra. 


Grande painel no local onde Magalhães foi morto por Lapulapu

"1866 - REINANDO YSABEL II"
O obelisco acima data de 1866, construído no reinado da rainha Espanhola Ysabel II. Encontra-se no mesmo local onde os Filipinos homenageiam LapuLapu. Este obelisco aparentemente não sofre manuntenção e está condenado pelo tempo.
Mais tarde, Raquel visitou Biblioteca a Universidade de San Carlos, onde há um volume do diário de Pigafetta, publicado no século XVI.


Este é um pouco da história deste país que, apesar de ter tido sua cultura e riquezas espoliadas pela Espanha mais tarde, repulsou as primeiras investidas destes invasores. Hoje, depois da Independência, não se fala mais espanhol nas Filipinas.

Wednesday, November 30, 2011

1 º ANIVERSÁRIO dfE! Um ano de vida desacelerada apreciando e aprendendo sobre o nosso planeta




O Projeto Desacelerando pela Terra (dfE) tem a honra de compartilhar com todos os nossos visitantes, amigos, familiares e simpatizantes, a nossa felicidade pela conclusão do primeiro ano de viajem na Oceania e Sudeste Asiático, com baixa pegada ambiental!
De acordo com os objetivos que traçamos no início do projeto, conseguimos reduzir drasticamente as nossas emissões de carbono de cerca de 30 para 4 ton/ano/pessoa (t/a/p). No entanto, ainda estamos cerca de 100% ACIMA nossa meta de 2 t/a/p.
Mesmo com os nossos esforços para chegar a esse nível, há aspectos da viagem que não nos permitiram reduzir até o valor recomendado pelas Nações Unidas. Atribuímos este fato principalmente ao consumo de combustíveis fósseis - embora viajamos primordialmente em barcos à vela, o motor é usado quando o vento não é "velejável" -, a nossa dependência em relação ao serviços bancários, o consumo de produtos industrializados e não-sazonais e/ou importados, além de nossa inclinação para socialização nos muitos lugares que visitamos que, muitas vezes, acontece em bares e restaurantes.

Concluimos que, para alcançar o valor planejado de emissões de carbono, devemos viajar  menos (ou distâncias menores) ou planejar cuidadosamente a compensação de mais 2 t/a/p, com o plantio de árvores - por exemplo. Assim, o próximo período do projeto dfE deve considerar esses aspectos.

Tão importante quanto a preocupação sobre as emissões de carbono, queremos partilhar a nossa alegria na aprendizagem dos grandes aspectos culturais adquiridos nesta viajem. Em lugares como Nova Zelândia, Fiji, Vanuatu - considerado o País mais feliz do mundo, em 2006 -, Utupua Island nas Ilhas Solomon, tivemos experiências vivenciadas com as comunidades locais que possuem valores como a partilha, que têm profundo conhecimento e respeito pela relação entre ser humano e natureza, desapego material, simplicidade, o respeito aos antepassados e uma hospitalidade muito sincera. Tudo isso é comumente observado entre a maioria dos habitantes do interior ou ilhas remotas que visitamos, que vivem de fato com imensa felicidade.
Nós compreendemos a grandeza de viajar lentamente e em contato real com a população local, o que poderíamos chamar de turismo significativo, onde há tempo para troca de conhecimento, imersão cultural  e cooperação mútua. Acabamos descobrindo a imensa riqueza deste tipo de viagem se comparada ao turismo típico, que, em geral, demanda alta emissão de carbono em vôos, deslocamentos longos em prazos curtos, contratação de agências e hotéis de luxo. Além disso, em geral não promove  desenvolvimento local que não seja o monetário. Correria não combina com baixa pegada ambiental. 
Para terminar este primeiro ano de vida desacelerada, queremos agradecer muito ao Infinity - uma experiência de vida verdadeira -, a cada um que tenha visitado o nosso blog e nos tenha dado uma palavra de incentivo. Além disso, queremos agradecer calorosamente a nossos amigos e família, que incondicionalmente e entusiasticamente apoiaram nosso projeto. 
Por tudo isso, podemos considerar o Projeto dfE é um grande sucesso!
Nossas palavras especiais a todos aqueles que - tendo nos enviado feedback ou não - de alguma forma se sentiram encorajados por nós a refletir sobre suas emissões de carbono, ou em qualquer tipo de mudança da vida. Queremos enfatizar que acreditamos que todos sejam capazes de realizar qualquer sonho, qualquer mudança. Os primeiros passos são tomar consciência, calcular a sua pegada ambiental, sonhar bastante, decidir que tipo de estilo de vida melhor se adequa às suas descobertas e princípios! Depois disso, ser confiante, coerente, planejar e executar! Funciona!
Como o ápice do nosso primeiro aniversário de projeto, gostaríamos de partilhar uma das mais belas lições que aprendemos nesta viagem: O chefe da aldeia Sangava, na remota ilha de Emae, Província de Shefa, no pequenino país Vanuatu, sabiamente nos ensinou o que ensina ao seus aldeões: apesar dos impactos das mudanças climáticas já serem  sentidos em sua ilha - os ilhéus já começaram a ser realocados devido à elevação do nível do mar - ele conclama toda a comunidade para viver a sua vida com muita alegria, sem medo, sem deixar de encarar as ameaças que são cada dia mais evidentes.
Esta lição foi, e é, um tônico para o nosso projeto maior: viver num Planeta justo e sustentável - e às vezes parece impossível de realizar. Mas nós concordamos com o Chefe de Sangava, e isso nos mantém otimistas. E vemos que o que este nobre chefe declara, se encaixa em qualquer projeto ou sonho. 
Mesmo quando se exige quebra de paradigmas, se encontram dificuldades extremas, a melhor atitude é enfrentá-las todas, sem medo, com alegria.
Desejamos neste próximo ano um tratamento muito melhor para a Terra, para a Natureza e para todos os Humanos!
E ótimos ventos a cada um de nós!
E é claro que sim! Ficaremos muito felizes com seus comentários, elogios, críticas, feedback. Todos bem-vindos!

Sunday, October 23, 2011

Moving Planet em Utupua, Ilhas Solomons

Como parte da campanha 350.org para construir o grande movimento de ação global para levar o planeta a zero consumo de combustíveis fósseis, Infinity Expeditions organizou 7 dias de atividades, em Utupua, Ilhas Salomão, de 20 a 27 setembro, 2011.




Comunidade de Utupua, consciente do nível máximo de CO2 tolerado na atmosfera


Tripulantes-voluntários: Raquel, Emmaline,
Francis, Laura and Annelie
Tudo começou em Sigatoka, Fiji, com a participação de 5 tripulantes-voluntários do Infinity no workshop sobre mudanças climáticas juntamente com 50 pessoas representando 13 países do Pacífico - Palau, Papua Nova Guiné, Ilhas Marshall, Quiribati, Nauru, Ilhas Salomão, Estados Federados da Micronesia, Tonga, Vanuatu, Samoa Americana, Samoa, Fiji, Nova Zelândia. Os tripulantes do Infinity saíram deste workshop muito mais preparados para atuar contra a crise climática e comprometidos em construir o Moving Planet em 24/ Set.  a bordo do Infinity.


Veja o video produzido pela Infinity Expeditions e dfE (a legenda em Português está sendo finalizada):




Líderes 350 do Pacífico 


Atividades em Utupua


O evento em Utupua, mobilizou aproximadamente 500 pessoas em 4 comunidades, Nembao, Aondo, Asumboa e Aveta em uma semana de atividades educativas e culturais. 
Promovemos palestras de conscientização sobre mudanças climáticas para 300 estudantes da Patteson High School, descarte de lixos plásticos e baterias na Nembao Primary School e cultura geral sobre os países de origem dos voluntários. As ações incluíram coleta de lixo plástico e pilhas, avaliação de recifes de corais, reparo de painel solar e manufatura de mais de 40 velas para canoas, estimulando esta fantástica e sustentável cultura. Canoa à vela é o principal meio de transporte em Utupua e, exemplarmente, tem EMISSÃO ZERO DE CARBONO.




Coleta de plásticos e pilhas em Nembao
Alex Watton palestrando sobre UK
na Patteson High School
Francis Maglia palestrando sobre mudanças climáticas
 na Patteson High School

Patti palestrando sobre Hawaii
na Nembao Primary School

Estudantes e Professores da Patteson High School
Canoas à vela, aguardando a
confeção de novas velas no Infinity
Clemens Oestreich confeccionando velas para canoas da Vila Nembao

Clemens Oestreich costurando velas


Francis Maglia avaliando recifes
 de coral em Aondo
Pierre Trbovic avaliando recifes
 de coral em Aondo


Crianças de Asumboa


24 Set. - dia de emissões zero de carbono


No dia 24 Set.  servimos café da manhã e almoço frios a bordo, remamos e caminhamos para nos deslocar, jantamos na vila Nembao; e encerramos o dia com voz e violão na vila.




Crise Climática no Pacífico







Os efeitos da mudança climática em ilhas remotas tais como Utupua trazem a urgência de colocar os direitos das pessoas e da natureza acima dos direitos dos poluidores. Não é justo essas pessoas que têm um estilo de vida super sustentável - usam canoas à vela e caminham para se deslocarem, desenvolvem cultura orgânica, coletam água da chuva, usam exclusivamente energia solar - estarem enfrentando uma série de adversidades climáticas não causadas por eles.








A elevação do nível do mar, mais crítica durante os últimos 5 anos, traz ameaças reais à vida nas ilhas. Sistematicamente, os reservatórios de água doce e plantações vêm sofrendo salinificação, as árvores costeiras que são uma proteção natural contra ciclones vêm sendo derrubadas. Suas casas vêm sendo lavadas nas marés-altas fazendo com que eles se realoquem. Os ciclones cada vez mais freqüentes e potentes destroem tudo por onde passam.



Garoto de Nembao, ajudando o pai na  pesca


Cultura de porcos em Nembao











Canoa a vela em ação, em direção ao recife, para pescar

A elevação da temperatura dos mares e oceanos e o aumento significativo de partículas plásticas misturadas ao plâncton está degradando os recifes de corais e levando a vida marinha à morte. 


Praia em Nembao


Os fatos descritos acima impactam em necessidades muito básica dos moradores das ilhas: a sua moradia, abastecimento de água e de alimentos. 
Nossa estada em Utupua foi muito proveitosa e motivou-nos a chamar os indivíduos, as sociedades e os governos à fazerem a sua parte para nos levar de volta abaixo de 350 ppm de  CO2 na atmosfera.



Carta da vila de Aveta, solicitando
 orientação sobre Mudanças no Clima




Foto "350" na Patteson High School

Thursday, October 20, 2011

Praia do seu Sabu. O que eu tenho a ver com isso?



Esta é a praia do seu Sabu:


Esta pequena enseada fica no coração de Honiara, a capital das Ilhas Solomon. Chegam aqui toneladas de lixo como restos de barcos pesqueiros, plástico, pneus, etc. A maioria vem flutuando, do mar. 

Depois da II Guerra Mundial, milhares de navios e outros equipamentos de guerra foram abandonados em quase todas as ilhas do Pacífico. 
Mais tarde, a indústria pesqueira continua usando ilhas paradisíacas com "lixão".
Hoje em dia, até carcaças de computadores chegam aqui.

A Prefeitura de Honiara diz que seu Sabu deve tomar conta da sua própria praia - perguntamos por quê não se limpa a sujeira desta praia no "Honiara City Council". "Não há reciclagem de plástico ou pneus no País". Quase nenhum destes entulhos foi produzido nas Ilhas Solomon, e com certeza, as companhias que produziram estes plásticos e pneus, que exploraram os barcos pesqueiros aqui abandonados, já garantiram seus lucros com suas vendas.
Seu Sabu. Ele nos confessou que nos primeiros anos, tentou manter a praia limpa.  Mas....

Cansou.



Seu Sabu nunca teve um carro, não toma água engarrafada, mas sempre morou nesta pequena praia, que leva o seu nome. A cidade cresceu, o espremeu e a outras duas famílias entre uma avenida e a praia que, agora, tem toneladas de lixo. Dentre estes entulhos, muito pouco  foi produzido nas Ilhas Solomon.
Tentando analisar estes fatos do ponto de vista de causas e conseqüências, vejo que não há uma causa isolada para o fato de seu Sabu, como inúmeras outras praias no planeta, ter que conviver com esta sujeira toda. E isto é apenas um aspecto dos terríveis impactos desta poluição "sem dono".

A vida marinha neste local já não existe. A beleza do lugar é completamente ofuscada pela sujeira. A saúde das famílias que ali vivem é comprometida. Os conhecimentos tradicionais, a pesca, a contemplação da Natureza, tudo isto desaparece.
As causas, muitas. Mas vejo como principal, a velada  irresponsabilidade das corporações que vendem estes produto - pneus, plásticos, navios - sem nenhum preocupação com o final do ciclo de vida dos mesmos. A Bridgestone - e todas as outras fabricantes de pneus -  nunca fizeram NADA para evitar que o final dos seus produtos fosse este, como na foto, que eu mesmo tirei.

Pneu BRIDGESTONE na praia do seu Sabu. Ele nunca teve um carro.










Os fabricantes de embalagens e engarrafadores de bebidas agem da mesma forma. Os consumidores de todos estes produtos - NÓS MESMOS - não gozam de melhor reputação. Algo está muito errado nas nossas sociedades. 

Seu Sabu não consome água engarrafada. Talvez dois champus por ano. Também não compra água clorada...

Bem, o que cada um de nós tem a ver com isso?

Acho que vale a pena pensar:

A Companhia para quem trabalhamos se responsabiliza - com seriedade - por seus produtos até o fim do ciclo de vida de cada produto?

Quando o pneu do meu carro termina, eu garanto que o mesmo seja adequadamente reciclado ou eu, sossegadamente, o abandono na borracharia do seu Zé do Furo, que fica perto do Córrego Pneu Velho?






Como sempre, suas críticas, comentários, etc. são muito bem-vindas.